terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Tecer... construir e desconstruir... puxar os fios!

Desconstruir alguma coisa significa, literalmente, 'demonstrar' — por um lado, puxar todos os fios para identificar sua multiplicidade de significados e, por outro, desfazer os 'construtos' da ideologia ou da convenção que lhe tenha imposto significado. O processo de desconstrução põe à mostra, inevitável e intencionalmente, as incoerências e as contradições. Isso leva à conclusão de que não existe significado único no texto e que ele também não pode afirmar que expressa uma VERDADE absoluta.
 (ROHMANN)

Sim... são muitas as construções e desconstruções... dois meses que as vezes parecem uma eternidade e em outras, tão breve, que não me permitem compreender tudo que vejo por aqui. Tentei escutar diferentes atores, vozes de muitos lugares, histórias de quem viveu e outras de quem as escutou, alguns que estavam presentes, mas não tem lembranças... outros que construiram uma história. Com todos estes elementos, vou tecendo uma imagem... uso fios de variadas cores, eles ganham forma e, meio que por encanto tem até vida... em alguns momentos, me assusto... puxo os fios, destecer as vezes também é preciso... eu outros, vejo contornos que revelam beleza...brinco... brindo... e as palavras vem e povoam a minha mente, dizem que existe sim uma realidade, mas aquela que a gente ver... abro os olhos e o hoje me comunica uma verdade, que desenhei com meu olhar, minha emoção, minha forma de ver a vida, as pessoas, os fenômenos, as relações.
 Da política à cultura nacional... tudo me chama atenção... acredito e tenho esperança em novos tempos, em um tempo novo, tecido... construído e também, porquê não, desconstruído... as vezes é preciso puxar os fios!




Um comentário:

Soraia disse...

Oi Marilia!

Soube através de Alba da sua ida para Angola e sempre que posso, visito o blog. Muitas vezes me comovo com as histórias e em outras me alegro. É fantástica a sua força e coragem e a admiro muito por isso.
Feliz retorno e que Deus a abençõe sempre!

Com carinho,
Soraia Mendes