sábado, 15 de setembro de 2012





"[...] na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo... Se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenho para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes."

(Paulo Freire)
 
 
 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

DA MINHA ALDEIA vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver.


Alberto Caeiro, em "O Guardador
de Rebanhos".
 
 
Entre dois continentes vivo intensamente. A cabeça não para. Quando estou em África, olho a minha casa em terras brasileiras com olhos de dúvida, de questionamentos, de inquietude e faço vários balanços, amplia-se o universo a minha frente, cresço, me surpreendo. Temos o mundo em minhass mãos! Quantos caminhos trilhados, quantas histórias construidas, algumas inclusive interrompidas, deixada de lado, transformadas em novos focos, outras clamando por continuidade, inovação, novos contornos, outras belezas.
Ao chegar no Brasil, o movimento é outro, é inverso, olho a África, a surpresa daqui é outra, quanto é vasta esta aldeia, quanto precisa ser visto e expandido. Já são tem Programas realizados: Qualificação Profissional, Formação Continuada de Professores Alfabetizadores e Protagonismo de Jovens. Quero mais, muito mais!