sexta-feira, 11 de março de 2011

Tô voltando...

TÔ VOLTANDO


(Maurício Tapajós/Paulo César Pinheiro)

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Pode ir armando o coreto

E preparando aquele feijão preto

Eu tô voltando

...
 
Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar


Telefone não deixa nem tocar

Quero la la iála la iá iá iá

Porque eu tô voltando

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sábado, 29 de janeiro de 2011

Nasceste mulata? De volta a Angola por pouco tempo...

Na última quarta-feira cheguei em Luanda mais uma vez para finalizar a etapa anterior de trabalho, entregar relatório e prospectar novas ações.
Este momento de retorno ao país é sempre de muitas reflexões e busca de compreensão do porque da minha inserção neste contexto, das contribuições que quero e acredito ser possível oferecer, da complexidade da educação e da sua necessidade no mundo contemporâneo e na área de construção civil (área do Programa em que estou atuando). De repente uma experiência rica e marcante: Estou no aeroporto nacional esperando o voo para Benguela, de manhã bem cedo, ainda com o fuso "atrapalhando" toda a minha lógica de pensamento, uma criança linda de mais ou menos quatro anos aproxima-se para conversar. Uma enorme alegria invade o meu ser, as crianças dizem muito a minha alma e ao meu coração. Com olhares e sorrisos nos aproximamos, com poucas palavras fomos criando laços, de uma hora para outra já estávamos próximas e ela com toda confiança olhou profundo nos meus olhos e perguntou: nasceste mulata?
Que fantástico! Quanto pude aprender com apenas uma pergunta, hoje sei um pouco mais sobre este povo surpreendente que é o povo angolano, seus costumes e suas crenças, sua forma de ver o mundo, a identificação com seus pares e a relação com os estrangeiros!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

As angolanas e os filhos carregados nas costas...

Uma sensação especial, carregar um bebê nas costas... Qual o significado desta tradição?
Fui experimentar... É sintonia, um só corpo... uma sensação de completude! Fiquei imaginando o quanto esta iniciativa permite maior tempo juntas, aquece a pele, faz pulsar  junto os corações, constrói complementariedade, simbiose, relação, maternidade, amor, grande AMOR!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Dombe Grande - Visita a tribos primitivas

Hoje me senti dentro de um filme africano, saí do cinema e vivi o mundo real. Fomos a Dombe Grande, povoado onde recentemente chegou o asfalto e estrada de acesso, um oásis no meio do semi-deserto...

Um lugar que chama a atenção pela fama de feitiçaria e misticismo.
 Chegamos atentas a todos os detalhes e quando menos esperávamos encontramos a placa abaixo. Curiosamente só vimos a "maluca" em processo de cura, depois que fomos conferir as fotos e olha que o colega que nos levou comentou os olhos virados da mangolê e pensávamos que era pura invenção!
Exploramos cada detalhe, mas a expectativa maior era para chegar na "Ponta das Águas", lugarejo distante apenas a 3 quilômetros, com tribos primitivas e macacos balduínos, do tamanho de gente. Este não tivemos a sorte de vê-los, ficou para a próxima expedição, mas o povo, nos surpreendeu, nos encantou pelo jeito de viver e agir. Falando apenas língua nacional, o umbundo, olhavam para a gente, em busca de compreender o que comunicávamos com a linguagem do corpo. Fomos orientadas a levar biscoitos e assim fizemos, foi a forma de nos aproximarmos e chegarmos perto para desvendar a vida neste contexto. São tantas as perguntas e indagações que fazemos que vai levar um tempo para elaborarmos estes diferentes tempos e modo de viver!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Um dia de fé...

Hoje acordamos cedo, as 6:30 da manhã e fomos a Igreja participar de uma missa angolana. Um ritual valioso, com liturgia moderna, cânticos em língua nacional (Umbundo) e uma recepção calorosa, nos chamaram para frente, nos apresentamos no altar e fomos aplaudidas. Uma experiência rica que nos ajuda a compreender ainda mais essa gente boa, amiga e sincera!

A cada dia que passa nos sentimos mais seguras e à vontade andando pelas ruas da cidade. Fomos de candonga (vans que transportam as pessoas como serviço público que substituem os ônibus que são escassos) e  voltamos passeando e explorando novos lugares.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Situação curiosa, mas não tão inusitada assim...

Sempre que andamos pelas calçadas de Lobito ficamos atentas, obervando os diferentes espaços da cidade, dialogando com o cotidiano do povo, na busca de compreender com mais profundidade o que lhe caracteriza.
Esta semana nos deparamos com algo tão curioso, que vale a compartilhar, longe de fazer análises antropológicas, políticas ou sociológicas, é incrível como a televisão não pode faltar.
É incrivel como as pessoas utilizam os meios de comunicação como meio de companhia na sociedade individualista em que vivemos. Vejo hoje que a televisão preenche o vazio social e é utilizada pela maioria das pessoas como uma fuga para as dificuldades do cotidiano... Prefiro muito mais acompanhar a vida das pessoas, sentada na varanda de casa ou em um banco de uma praça refletindo e debatendo sobre caminhos possíveis de fazer a minha parte, de contribuir para uma VIDA BEM VIVIDA para todos!