domingo, 12 de setembro de 2010

A energia que vem da natureza e fortalece...

"Não existe meio ambiente. Existe ambiente inteiro! Esse ambiente inteiro é a comunidade de vida da qual somos parte e parcela, com a responsabilidade e missão de cuidar disso".

Leonando Boff

sábado, 11 de setembro de 2010

Inspiração e poesia...




Saudade...

sal... mar...
mar...ilha...
lila... lida...
VIDA!!!!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Em diálogo com as crianças...

No domingo fomos à praia, lugares diferentes, paisagens novas, mas o que mais me fascinou foi o encontro com as crianças... espontâneas, alegres, curiosas...com uma simples troca de olhares, rapidamente perceberam o quanto provocaram em mim encantamento.

Foi em um final de tarde, com o sol sem raios, como uma bola de fogo entrando no mar, que as crianças se aproximaram... a conversa fluiu em um instante e de uma hora para outra, já estávamos contando histórias, revelando segredos, falando do dia a dia e dos desafios que a vida coloca... escutar as crianças provocou em mim um misto de sentimentos: da surpresa a indignação escutei de tudo, desde que apanham na escola, que a professora bate porque os colegas fazem barulho, até que a mãe vende noite e dia nas ruas para cuidar dos 5 filhos, e que elas podem ficar nas ruas até a hora do sol se por e a noite cair. Me questionei de imediato: como essas crianças constroem valores e moral neste contexto? Não encontrei uma resposta única para questão tão complexa...


                                   
Perguntei então pelos jogos e brincadeiras e de imediato as crianças começaram a cantar, dançar e aos poucos revelaram que os sonhos, a fantasia, o faz-de-conta são os melhores alimentos para a alma e para o coração, por mais difícil que seja a realidade. Aprendi mais uma vez com elas...

                                      

domingo, 5 de setembro de 2010

De Luanda a Benguela... Uma viagem inesquecível!

Começamos a viagem, as 7 da manhã, arrumando o carro debaixo de chuva, com muita bagagen, o que é raro uma época desta do ano! Quem sabe a promessa de que o dia seria muito especial!


A primeira parada no Miradouro da Lua, uma paisagem fantástica, que ganha este nome, pela semelhança com a superficie lunar! Um momento para celebrar a amizade!
Viajamos pela Costa, mas o que viamos pela frente foi muito diferente das paisagens do litoral baiano que estamos acostumados. Vi uma faixa costeira árida, que mais parecia o deserto, tudo muito seco, apesar de sempre nos depararmos com pequenas áreas verdes, como oásis no meio do sertão. Vi também gente... muita gente...um olhar atento as crianças, ah crianças!

O dia terminou em Benguela/ Lobito e a partir daqui tenho muitas novas histórias para contar!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Roupas que falam: Os trajes angolanos


As angolanas que querem fazer valer as suas raizes, histórias e marcas da vida  costumam usar até os dias atuais trajes com coloridos diversos. Hilda, um angola "retada", que dialogamos diariamente no ambiente de trabalho, com o seu jeito faceiro, revela suas crenças, seus valores e ideias, através das roupas típicas que usa no dia a dia.
Ela tem nos ensinado muito!Lembro que foi dela que ouvi dizer que se as sextas-feiras são os dias dos homens na cultura deste país, também são os dias do corno que não tem como controlar o que fazem as suas mulheres, nas ausências masculinas!Aprendi com ela que cada estílo, comunica algo... desde o estado civil até o nível social. Dizem por aqui que as cores destes vestidos comunicam muito, é preciso saber ler e interpretar: O preto, assim como na nossa terra, é adotado pelas viúvas – um luto que incluía o rosto coberto e a cabeça raspada. É claro que tenho que experimentar para aprender! Já comprei vários trajes e assim vou compreendendo com mais profundidade esta rica sociedade!
Além das cores, as peças, o número delas e a forma de usá-las, também tem significados. Dizem que os vestuários das ricas senhoras que transitavam pelas ruas de Luanda antigamente, eram formados por um total de quatro panos: o mulele ua jiponda (peça interior), o mulele ua xaxi (pano transpassado cobrindo a parte superior), depois o mulele ua tandu (tecidos transpassados na parte inferior) e finalmente um pano preto conhecido como bofeta. Esta quantidade de peças variadas são usadas até hoje! Nas festas são mais comuns! Também comprei uma dessa, em breve compartilho a sensação de vestír este traje e o significado de usá-lo. Vou fazer uma nova investigação!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

               Humbiumbi


( Música Folclórica de Angola)

                                                     Adaptação de Felipe Mukenga

Humbiumbi Yange Yele_La Tuende
Kakele Katchimamba Osala Posi

Humbiumbi Yange Yele_La Tuende
Kakele Katchimamba Osala Posi

Makuenle Vayelela Yele_La Tuende
Kakele Katchimamba Osala Posi

Makuenle Vayelela Yele_La Tuende
Kakele Katchimamba Osala Posi



Tradução

Humbi-Humbi (espécie de pássaro que voa alto)meu
voa, voa, vamos embora

coitada da kacimbamba (Ave que vive no chão e voa baixo e muito pouco)
que não sai do chão

Makuenle [Vakuene] Vayelela
Os outros voam

voa tu também, vamos embora
coitada da kacimbamba

Yele_La Tuende
Kakele Katchimamba Osala Posi


Makuenle Vayelela Yele_La Tuende
Kakele Katchimamba Osala Posi



Essa música Djavan canta com o Filipe Mukenga

sábado, 28 de agosto de 2010

... só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir...

Acabo de ler uma crônica de Marta Medeiros intitulada "Vende-se Tudo" e, como longe de casa tudo cresce, a leitura foi "um prato cheio" para começar a pensar na VIDA, na família, nos amigos queridos e no significado do desapego.
Confesso que não me surprendi com o convite de dizer não aos bens materiais, já faz muito tempo que me libertei do valor dos objetos (em outubro faz 10 anos que sai de casa com a roupa do corpo).
Fui tocada profundamente pela saudade, pelas memórias, pela beleza da amizade sincera, pelo convivio com quem deixou marcas na minha história e me fez ter um volume bem maior de valores, ética, essência, atitude, inteireza! Nomear seria difícil, tem tanta "gente fina, elegante, sincera" que passou e deixou marcas, essas vou levar ao partir!
De Angola levarei também muitas histórias e ricas lembranças de pessoas especiais, mas levarei também muitas outras marcas de gente desconhecida, gente que todos os dias me ensina o valor do desapego e a beleza das realções humanas... todas as vezes que cruzo com qualquer angolano, sou cumprimentada e quando sempre os cumprimentos, escuto um solene "obrigado". Tem tanta gente brasileira que deveria passar uns dias por aqui!!!!
Outra experiência que me fez pensar muito, principalmente nos caminhos simples na resolução de questões complexas... na primeira viagem aérea que fiz no aeroporto nacional fiquei impressionada com todo o sistema de funcionamento, acontecer manualmente. O melhor foi o sistema de despachar a bagagem... cada pessoa entrega sua bagagem e recebe um comprovante, para não ter problemas, quando chega no avião, antes de entrar tem que identificar a sua mala, pegá-la no chão e colocá-la em um carrinho. Quem não faz esse procedimento não tem a sua mala no destino final! Este é um bom exercício para pensar no valor dado aos objetos pessoais! rs